Clique para ampliarClique para ampliarClique para ampliarClique para ampliarClique para ampliarClique para ampliarClique para ampliar

O Autor  
A Obra  
Crítica  
Agenda  
Nordestinidades  
Mural  
Galeria  
Cadastro  
Pedidos  
Contato  
Créditos  
A Obra  
 
  Revistas
  Paisagem de
  Interior I e II
  Política de
  Pé de Muro
  Prosa Morena
  A Folha de
  Boldo
  A Miudinha
  Chapéu Mau
  e Lobinho
  Vermelho
  Agruras da
  Lata D´água
  Paisagem de
  Interior

.: Prosa Morena
Veja os Poemas

Clique para ampliarPor Elizabeth Marinheiro
(Ensaísta e professora)

Uma estética do riso deveria ser o título desse recente lançamento de Jessier Quirino. Quando "Chica Boa e Zé Qualquer fazem sala na cozinha", tem-se a impressão de que eles estão debatendo as imprecisões conceituais que permeiam os estudos sobre cultura popular. Não se pretende aqui uma embolada, tendo o cordel, o romance, o popular, o regional e até uma postulada "literatura oral" como seus principais ingredientes.

Entretanto, ao lermos Secas de Março (p.89) e Vou-me Embora Pro Passado (p.95), podemos incluir as prosas morenas de Jessier Quirino no inconsciente coletivo, berço natural das antíteses. Primando pelas inversões e deslocamentos de significantes e significados, o autor - apaixonado pelo mundo às avessas - consegue o efeito carnavalizador da contracultura.

Ao lado de Roberto Drumond, Nêumanne Pinto, Waldemar Solha e tantos outros que perseguem a desordem bakhtiniana, Jessier Quirino destrona o popularesco, vinca a estilização e converte a paródia numa comissão de frente, na qual "Dr. Enilton Tabosa" e "a filha de Zoroasto" contracenam com Roy Rogers e Doris Day...

Da intra e intertextualidade e/ou entre apropriações e paráfases tem-se um percurso em que o "bolero de Isabel" caminha "Pru-Qui Pru-li, Pru-culá" para refazer a tradição carnavalizadora. Configurações quirinescas da moreneza brasileira, sem dúvida.