|
"...A Paraíba de última geração -
com a música de Chico César, o teatro de Luiz Carlos
Vasconcelos, as histórias em quadrinhos de Deodato Filho, os
vídeos de Marcos Vilar - acaba de dar à luz mais um
criador de primeira grandeza, agora no humor que vem das raízes
mais fundas do povo, na linha de Bráulio Tavares e das pesquisas
do Zé Cavalcanti.
Fica difícil, depois de ver Jessier declamando, contando causos
ou discursando, dizer da qualidade intrínseca de seus versos
e textos em prosa, pois é um ator incrível que valoriza
tremendamente tudo que escreve... O interiorano surge, na interpretação
de tirar o fôlego, de Jessier, sem que o autor atento às
coisas da terra se perca nos seus personagens, algo como Woody Allen
faz com seus Judeus de Mannhatan."
W. J. SOLHA - Jornal O NORTE - PB 14-8-98
"Todas as gerações de poetas nordestinos têm
o seu Catulo da Paixão Cearense, seu Zé da Luz, o seu
Patativa do Assaré. Autores que reverenciam o mundo rural,
com o obvio pendor para a nostalgia e axaltação dos
valores do campo. Todos eles dotados de memória e agilidade
verbal. Jessier Quirino é poeta desse mesmo espírito,
nos anos 90. O melhor do gênero na atualidade."
MÁRIO HÉLIO - Jornal do Comércio -PE 9-6-96
"Em seus versos poéticos/populares, Jessier Quirino revela-nos
o inigualável mérito de - mesmo numa área já
tão explorada - não cair na vulgaridade; a maestria
de recriar, com renovado humor e sensibilidade, o patos da nossa gente
interiorana, tão brasileira, tão amorável, tão
autenticamente especial."
GILVAN LEMOS - Escritor
"... o homem é polivalente, ou seja, tem muita coragem
de se expressar em prosa e verso, o que é dificultoso fazer
até de cada vez... No Causo da Cachorra do livro Paisagem de
Interior, vê-se o domínio que ele tem do linguajar popular,
suas expressões pitorescas, seus ditos, modos e trejeitos verbais,
tudo sem forçar a barra, espontaneamente, sem os artifícios
de muitos que se lascaram querendo imitar o que flui natural da boca
do povo e dos seus autênticos menestréis."
AGNELLO AMORIM - jornalista e Escritor
"Há poemas que, como diria João Cabral, pedem para
ser ditos "em voz alta". Toda poesia de Jessier Quirino
é assim, não se contenta com leitura silenciosa e transborda
numa oralidade compulsória... É uma poesia que, por
sua própria natureza, quer se mostrar, pede palco e público
numerosos. Nisso, a sua consangüinidade com a produção
ancestral dos violeiros repentistas do Nordeste...
Não sei se porque, já prevendo uma profunda transformação
no mundo rural, em virtude da força homogeneizadora dos meios
de comunicação e das novas tecnologias, Jessier Quirino,
desde seu primeiro livro, vem fazendo uma espécie de etnografia
poética dos valores do agreste e do sertão nordestinos...
Sua obra, não tenho dúvidas, além de seu valor
estético cada dia mais comprovado, vai futuramente servir como
documento testemunho de um mundo já então engolido pela
voragem tecnológica."
ALBERTO DA CUNHA MELO - Escritor
"...Jessier Quirino segue a uma tradição de poesia
matuta, que vem desde o início do século, com escritores
feito Cornélio Pires, Catulo da Paixão Cearense ou Zé
da Luz... Na verdade eu considero Jessier um humorista. Tem tiradas
engraçadíssimas e é sobretudo um showman. Sabe
como prender a atenção do distinto público e
arremata o desfecho do texto com precisão. Destarte, leia o
livro, veja o show e ouça o disco."
JOSÉ TELES - jornalista e escritor
"Poeta arguto de inspiração inteiriça e
imaginação desregulada, impõe-se no cenário
nordestino com a força imponderável do estilo próprio.
E é por essa originalidade que sua poesia poderá ter
a perenidade do Rio São Francisco. Em nenhum momento este livro
( Agruras da Lata D`água ) lembra quem quer que seja. Ele é
único porque nasceu de Jessier e Jessier a exemplo de Augusto
dos Anjos é único."
ORLANDO TEJO - Escritor
"A riqueza provavelmente inesgotável do seu vocabulário
faz de você um poeta de imensa importância social, pela
recuperação e vivificação de incontáveis
palavras ( arcaísmos, regionalismos etc.) que bruxuleavam morimbundas,
prestes a extinguir-se porque ninguém as usava mais."
BRÁULIO TAVARES - Escritor
"O ineditismo na maneira de meter o chicote e domar as palavras
foi o ponto saliente da obra desse jovem vate paraibano que me ficou
retinindo no juízo... com a fé já renovada nas
bem-aventuranças e presepanças da poesia nordestina,
na assim dita poesia popular que, no caso de Jessier, é apenas
uma sutil ferramenta de tradução da aguda visão
que o artista tem desse peculiar recanto de mundo."
LUIZ BERTO - Escritor
|